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RESPEITO: O APRENDIZADO QUE TRANSFORMA RELAÇÕES

“PROJETO DE VIDA” E “COMITÊ ANTIBULLYING DO PIAGET” EM AÇÃO PARA PROMOVER A CONVIVÊNCIA RESPEITOSA NA ESCOLA

por Aline Floresti

O “Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola”, comemorado em 7 de abril, foi instituído pela Lei nº 13.277/2016 para conscientizar sobre a importância de ambientes escolares seguros, acolhedores e baseados na cultura de paz, prevenindo agressões físicas, verbais, psicológicas e o cyberbullying no ambiente escolar.

Essa conscientização sobre boa convivência, baseada em valores de autorrespeito, empatia e respeito ao próximo, é estimulada cotidianamente na nossa escola por quatro grupos de apoio que se conectam e se complementam:

1- SOE (Serviço de Orientação Educacional), departamento da nossa escola que atua para fortalecer a parceria entre escola e família, promovendo um ambiente adequado ao aprendizado, ao bem-estar social e ao desenvolvimento emocional dos alunos;

2- aulas de “Socioemocional”, que desenvolvem nos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental Anos Iniciais habilidades para compreender e gerenciar emoções, exercitar a empatia, construir relacionamentos positivos e tomar decisões responsáveis;

3- aulas de “Projeto de Vida”, que auxiliam os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio a traçar objetivos, metas e ações para o futuro, considerando autoconhecimento, habilidades, interesses pessoais e valores de cidadania;

4- “Comitê Antibullying do Piaget”, formado por alunos voluntários que atuam durante todo o ano na mediação de conflitos e na conscientização contra bullying e cyberbullying entre colegas;

Mas, em virtude da celebração do dia 7 de abril, uma ação educativa especial foi organizada.

ENCONTROS INTERATIVOS NAS SALAS DE AULA

No “Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola”, dois dos grupos de apoio — Tatiane Sant’ Ana e Alessandro Pacheco, do “Projeto de Vida”, juntamente com alguns integrantes do “Comitê Antibullying do Piaget” — passaram por todas as salas do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio para conversar com os alunos sobre a importância da data e promover reflexões sobre convivência escolar, ética, empatia e atitudes respeitosas dentro e fora da escola.

ORIENTAÇÕES A QUEM SOFRE E A QUEM AGRIDE

Durante o bate-papo, os grupos explicaram o que caracteriza o bullying: atitudes repetitivas de humilhação, exclusão, intimidação física, verbal ou virtual. Também destacaram que essas ações causam sofrimento emocional, insegurança, tristeza e podem afetar gravemente a saúde mental de quem as vivencia.

Aos alunos que passam por qualquer tipo de discriminação, foi reforçada a importância de pedir ajuda e denunciar situações de maus-tratos. Como é comum que quem sofre agressões sinta medo, vergonha ou acredite que precisa enfrentar tudo sozinho, os grupos destacaram que conversar com professores, familiares, coordenação pedagógica ou colegas de confiança é um passo essencial para romper o silêncio e encontrar apoio.

Além disso, houve um momento de reflexão voltado aos alunos que praticam atitudes agressivas. Os estudantes foram convidados a pensar sobre as consequências de suas ações, exercitando a capacidade de se colocar no lugar do outro. Reconhecer erros, pedir desculpas sinceras e transformar comportamentos são caminhos importantes para reconstruir relações e promover um ambiente escolar mais humano, seguro e respeitoso.

Salientou-se, ainda, que bullying e cyberbullying são práticas que podem resultar em punições previstas em lei.

QUESTIONÁRIO PARA IDENTIFICAR POSSÍVEIS CONFLITOS

Nesse encontro, os alunos receberam um folheto com perguntas relacionadas ao tema e foram convidados a responder às questões.

As perguntas foram elaboradas de forma estratégica, incentivando cada aluno à reflexão sobre suas atitudes, suas relações e possíveis situações de conflito vivenciadas no ambiente escolar. Também foi uma oportunidade para os alunos se expressarem e para os grupos de apoio compreenderem melhor as necessidades das turmas.

  • Na sua opinião, por que algumas pessoas sentem necessidade de ofender as outras? (Poder? Insegurança? Popularidade?) Você já fez isso ou presenciou algo assim?
  • Como podemos perceber quando uma brincadeira ultrapassa os limites e se transforma em ofensa? Dê um exemplo de algo dito na escola que parece engraçado, mas que machuca alguém.
  • Se você visse um amigo sofrendo bullying hoje, você seria: quem filma, quem ri, quem ignora ou quem busca ajuda? Por quê?
  • Pensando nos colegas da sua sala, quem você acredita que precisa de ajuda? O que você poderia fazer para ajudar?
  • você pudesse mudar algo do passado que o(a) magoou ou alguma atitude sua que magoou alguém, gostaria de ter uma nova chance? Pode escrever sobre essa situação.

Todos os folhetos preenchidos foram recolhidos e entregues à Cintia Negrini, orientadora educacional e uma das responsáveis pelo SOE. Ela realiza conversas individuais com os alunos que a procuram e, a partir das possíveis revelações feitas nos questionários, poderá acolher e auxiliar outros estudantes que ainda não conseguiram se manifestar.

Tatiane Sant’ Ana, do “Projeto de Vida”, esclarece:

“Muitas vezes, o aluno se sente inibido e não consegue falar sobre o que está acontecendo. Porém, se ele revelou precisar de ajuda ou algum colega percebeu essa necessidade, a Cíntia irá, com certeza, marcar uma conversa. Este é o nosso trabalho: ajudar os alunos a se sentirem pertencentes, seguros e acolhidos.”

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